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Fundos Constitucionais vão financiar R$ 3.2 bi em Energia Solar

Fundos vão financiar R$ 3.2 bi em incentivo a geração da própria energia nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste

Às vésperas do prazo de desincompatilização dos ministros e do início da campanha eleitoral, o governo lançará na próxima semana a iniciativa mais abrangente até hoje para difundir a microgeração de energia solar no país.
Quase R$ 3,2 bilhões estarão disponíveis para financiar a instalação de placas fotovoltaicas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os recursos proveem dos fundos constitucionais, têm juros muito abaixo das taxas de mercado e prazos mais longos de pagamento. A ideia é incentivar a geração própria em residências e estabelecimentos comerciais.
Uma reunião dos conselhos deliberativos das agências regionais de financiamento - Sudam, Sudene e Sudeco - está agendada para o dia 4 de abril a fim de aprovar essa nova fonte de crédito. O anúncio deve ser feito pelo presidente Michel Temer.
As linhas serão oferecidas pelas instituições públicas que atuam como operadores financeiros dos fundos constitucionais. O Banco do Nordeste terá as condições mais atrativas, com juros anuais de 6,24% e 12 anos para o pagamento do empréstimo, incluindo quatro de carência.
O Banco da Amazônia (Basa), que atende à região Norte, trabalhará com a mesma taxa, mas 36 meses de prazo para a quitação do financiamento (e dois meses de carência). No caso do Banco do Brasil, agente financeiro do Centro-Oeste, a taxa será de 7,33% ao ano - com 24 meses de prazo e seis meses de carência.
O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, vê um esforço de popularizar o uso de placas fotovoltaicas. Até agora, o crescimento da energia solar tem sido impulsionado por usinas cuja produção é vendida nos leilões de suprimento organizados pelo governo. "Agora queremos levar ao cidadão uma iniciativa com impacto econômico e social gigantesco”.
O Brasil tem hoje 24.565 sistemas de mini ou microgeração distribuída, segundo dados compilados pela ABSOLAR, entidade que reúne a cadeia produtiva do setor. Mais de 99% dos sistemas são baseados em placas fotovoltaicas. "Quando analisamos o perfil dos consumidores, porém, os gargalos ficam evidentes", pondera o presidente-executivo da associação, Rodrigo Sauaia.
Cerca de 70% dos microgeradores estão no segmento de comércio, prestação de serviços ou residências de renda média e alta. "As pessoas jurídicas estão encontrando caminhos para se financiar", avalia Sauaia. Segundo ele, o investimento em placas para a autoprodução de energia se paga em até cinco anos e os sistemas têm vida útil de pelo menos 25 anos.
"É melhor do que qualquer outro investimento, como poupança ou fundos. A pessoa física, que poderia ter os maiores ganhos do ponto de vista do custo-benefício, não é contemplada."
Paralelamente, o ministério e a ABSOLAR estão firmando um convênio para estudar juntos a possibilidade de troca do fornecimento de energia ao projeto de transposição do rio São Francisco. As nove bombas de elevação das águas - nos eixos leste (inaugurado em 2017) e norte (com entrega prevista para o segundo semestre) - vão consumir 746 mil megawatt-hora por ano e arcar com um gasto anual de energia em torno de R$ 300 milhões.
A ideia do governo - e a ABSOLAR concluirá um estudo sobre o assunto daqui a 60 dias - é instalar placas fotovoltaicas nas margens dos canais. A faixa de 100 metros em cada margem já foi desapropriada e existe espaço suficiente para a instalação das placas, bem como 270 de linhas de transmissão de energia em alta tensão já construídas junto com o projeto de transposição.
Em uma terceira iniciativa do "pacote" de fomento à energia solar, o ministério vai propor a instalação das placas fotovoltaicas no perímetro de Itaparica (entre a Bahia e Pernambuco), que tem dez complexos de agricultura irrigada. Com cerca de 40 mil famílias, o complexo tem alto consumo de eletricidade e abastecimento subsidiado pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). A conta paga pela estatal é de cerca de R$ 42 milhões anuais.
Se esse projeto der certo e o fornecimento de energia for mais barato, pode-se pensar no fim dos subsídios, diz Gustavo Canuto, presidente do conselho de administração da Codevasf. "O objetivo é que os agricultores possam se emancipar", afirma.

Fonte: ABSOLAR

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Trata-se de um sistema capaz de gerar energia elétrica através da radiação solar. Para estes existem dois tipos básicos de sistemas: Sistemas Isolados (Off-grid) e Sistemas Conectados à Rede (Grid-tie / On-grid). 
Os Sistemas Isolados são utilizados em locais remotos, onde a possibilidade de conexão à rede elétrica é complicada e de custo elevado. São utilizados em casas de campo, ilhas, fazendas etc. 
Já os Sistemas Conectados à rede, interliga-se a energia elétrica convencional disponível na rede elétrica. A funcionalidade dos dois tipos é a mesma a diferença se dá no armazenamento, onde Off-grid armazena-se a energia gerada em baterias e On-grid o armazenamento será a própria fornecedora da energia do local.

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Caso falte a energia da rede elétrica, meus equipamentos continuarão em funcionamento, pelo fato de estar produzindo minha própria energia?

Não, por uma questão de segurança pois, a interrupção pode ter se dado por execução de serviços de manutenção na rede e a continuidade de injeção de eletricidade na rede pode acarretar acidentes em colaboradores da distribuidora, com isso, sendo o sistema interligado a rede automaticamente se desligará.

Qual a manutenção necessária após a instalação do sistema?

Normalmente a manutenção se resume a uma lavagem periódica dos módulos para remoção do excesso de poeira, uma limpeza das placas com água quando necessário, a frequência irá depender da quantidade de sedimentos do local.

A minha conta de luz pode chegar a R$ 0,00 na minha residência com energia solar?

Não. Você sempre terá que pagar uma taxa mínima, é uma tarifa de disponibilidade, que é cobrada sempre que o imóvel estiver conectado à rede elétrica, mesmo que não haja consumo. Ela corresponde a 30kWh / mês para conexões monofásicas, 50kWh para bifásicas e 100kWh para trifásicas. 
Ao calcular a potência necessária para a sua micro usina fotovoltaica, caso você possua uma conexão trifásica e consuma, por exemplo, uma média de 400kWh / mês, será dimensionando para seu sistema produzir apenas 300kWh, sendo que os demais 100kWh continuarão a ser fornecidos pela rede elétrica, já será cobrado, de maneira que, este pode ser consumido que não interferirá no valor a ser pago.

E se a minha produção exceder o meu consumo?

Nessa hipótese você terá duas opções:

1.      Pode ficar acumulado como crédito na Distribuidora de Energia podendo consumir os mesmos em 60 meses (5 anos);

2.      Pode destinar o excedente para outra unidade consumidora que esteja sob o mesmo CPF ou CNPJ da unidade principal. Desse modo você pode produzir na sua empresa, e o que não for consumido nela, destinar para a sua casa, desde que a conta de luz da casa esteja no CNPJ da empresa. Ou o que for produzido na sua primeira casa, ser destinado para outra. Obs.: isso é válido apenas dentro da área de atuação da mesma concessionária de energia.

O que acontece caso eu gere menos energia do que o que consumi?

Nesse caso o seu consumo é complementado pela energia fornecida pela rede elétrica, e você pagará somente o consumo excedido, o consumo que você não gerou pela energia solar.

O que são micro e mini usinas fotovoltaicas?

A micro usinas são aquelas com potência de até 100kWp (potência pico), e as mini usinas, maiores que 100kWp até 1.000kWp.

O que significam as unidades kWp e kWh?

kWp: potência pico. Expressa a potência de um determinado equipamento em condições ideais.


kWh: expressa a potência gerada ou consumida durante uma hora. Ex.: se o meu gerador produzir 3kW de potência média durante uma hora, ele terá produzido 3kWh.

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